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Apesar de a cobrança de royalty não fazer parte dos protocolos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embra­­­pa), essa prática vem sendo discutida pela instituição como estratégia de proteção da tecnologia desenvolvida pela unidade especializada em arroz e feijão, localizada em Santo An­­­tônio de Goiás (GO). “Se constatarmos que haverá maior distribuição da tecnologia aos produtores brasileiros sem royalty, não vamos cobrar”, disse Filipe Teixeira, especialista em patentes da Embrapa. Porém, outras questões estão em jogo, acrescentou.

CONVITE

A Campanha Nacional Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida realizará de 07 a 09 de novembro de 2011, em Brasília, seu II Seminário Nacional, com o objetivo de continuar estudando e debatendo a problemática do uso dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente.

No dia 08 de novembro realizaremos… Ato Político às 19:30h com militantes sociais e parlamentares, no SINDSEP-DF. O ato político da campanha representa um importante espaço de confluência e debate dos atores sociais dedicados ao tema. Por isso gostaríamos de contar com sua presença.

 

POR JOSÉ ALBERTO GONÇALVES PEREIRA, Página 22

Há outros elementos que, combinados, explicam a maior visibililidade recente da questão dos agrotóxicos na opinião pública. Dois deles referem-se a duas iniciativas importantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma é o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, que teve início em 2001 e divulga anualmente dados sobre a presença de resíduos de agroquímicos ilegais ou acima dos limites legais em 17 culturas agrícolas.

A outra ação da agência, a reavaliação do registro de 14 agrotóxicos, em curso desde 2008, é muito mais polêmica, visto que confronta diretamente a indústria de agrotóxicos. Nessa reavaliação já foram banidos os inseticidas triclorfom e cihexatina – em junho e outubro de 2010, respectivamente – e outros dois terão uso proibido em junho de 2012 (metamidofós) e julho de 2013 (endosulfan). Trata-se de inseticidas que já foram banidos na maior parte dos países desenvolvidos por serem perigosos para a saúde humana e o meio ambiente.

Na sociedade civil, a movimentação em torno do tema tem sido intensa ao longo deste ano. Em abril, 30 movimentos sociais, sindicatos, pastorais e organizações ambientalistas lançaram a Campanha Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

O objetivo da campanha é alertar a sociedade sobre os danos causados pelo uso de agrotóxicos e construir iniciativas, inclusive na frente jurídica. Como uma ação da campanha, o cineasta Sílvio Tendler lançou em julho o documentário O Veneno Está na Mesa, que mostra os riscos do uso de agrotóxicos na agricultura e como este modelo beneficia as grandes transnacionais. O documentário pode ser assistido no Youtube. (JAGP)

POR JOSÉ ALBERTO GONÇALVES PEREIRA, Página 22

Após quase duas décadas deixado de lado na pauta que o encomendaram socioambiental, o tema dos agrotóxicos está voltando com força ao debate público. Uma série de iniciativas públicas e das organizações não governamentais atraiu a atenção da mídia e voltou a mobilizar movimentos sociais e ecológicos em diferentes partes do País. Lançado em setembro, por exemplo, o livroAgrotóxicos no Brasil – um guia para ação em defesa da vida (disponível em versão online) preenche séria lacuna nas políticas públicas de agricultura, meio ambiente e saúde, que é a falta de informações e orientações sobre legislação, intoxicações e uso seguro dos agroquímicos. Pode ser baixado no link bit.ly/rchS6D

O livro é uma iniciativa conjunta da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) à agrônoma Flavia Londres. Há mais de uma década, Flavia atua como assessora de organizações ligadas à agroecologia e de combate aos agrotóxicos e aos transgênicos. “Associo a retomada do assunto ao triste título recebido pelo Brasil em 2008 e 2009, quando se tornou campeão mundial de vendas de agrotóxicos, superando até os Estados Unidos”, disse Flavia a Página22, usando o critério de volume comercializado. 

Embora a produção agrícola estadunidense seja 2,5 vezes superior à safra brasileira de grãos e fibras, o Brasil deve se tornar o maior mercado de agrotóxicos do mundo em 2011 em receita, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). A entidade prevê vendas de US$ 8 bilhões, acima dos US$ 7,3 bilhões de 2010.

Nesta terça-feira (08), as entidades participantes promovem um ato político SINDSEP-DF, às 19h30

08/11/2011

Maria Mello

Vinícius Mansur

Brasília (DF)

Em abril deste ano, mais de 20 organizações da sociedade civil organizada, entre movimentos sociais, ambientais e estudantis, lançavam nacionalmente a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

De lá para cá, novas entidades se somaram à campanha e comitês locais foram consolidados em vários estados para realizar atividades de conscientização, formação e pressão política em torno da luta contra os venenos agrícolas e por um novo modelo para a agricultura do país.

Foi lançada a Campanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela Vida no RS, que reúne diversas organizações e entidades, como a Emater/RS-Ascar, que sediou o evento, ocorrido na noite desta segunda-feira (24), em Porto Alegre. As mais de 100 pessoas que lotaram o auditório do Escritório Central da Instituição assistiram ao filme O Veneno Está na Mesa, dirigido por Sílvio Tendler, acompanharam a palestra da bióloga e socióloga Magda Zanoni,e debateram projetos e ações desenvolvidas no Estado.

A abertura do lançamento foi prestigiada pelo delegado da Superintendência Regional do MDA, Nilton Pinho De Bem, e pelo diretor de Crédito do Banrisul, Guilherme Cassel, entre outras representações de movimentos sociais e ambientais. Também participaram integrantes da Associação Nacional de Pequenos Agricultores de Cuba, que fazem intercâmbio no RS. Da Emater/RS-Ascar participou o diretor administrativo, Valdir Zonin, o chefe de Gabinete, Jaime Weber, assessores, gerentes, técnicos e extensionistas.

Depois dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Sergipe, chegou a vez do Rio Grande do Sul realizar o lançamentodo Comitê Estadual da Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e pela Vida. Será na próxima segunda-feira, dia 24 de outubro, às 18h30min no auditório da Emater/RS, e será aberto ao público.

O evento se iniciará com a exibição do documentário ?O agrotóxico está na mesa?, de Silvio Tendler. Na sequência, haverá a palestra da Prof. Dra. Magda Zanoni, bióloga e socióloga, que organizou, junto do francês Gilles Ferment, o livro Transgênicos para Quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (MDA, Coleção NEAD Debate) lançado em 2011. Ao seu lado, irão compor a mesa, representantes da Via Campesina e da Emater/RS.

Flavia Bernardes


Já está em tramitação na Câmara de Vereadores de São Mateus o Projeto de Lei do vereador Elias Zanelato (PT) que proíbe a pulverização aérea com agrotóxico no território do município. A medida é uma solicitação dos agricultores familiares que iniciaram em abril deste ano a Campanha Nacional contra o uso de agrotóxico na produção de alimentos, encabeçada em todo o País pela Via Campesina.

“A pulverização aérea potencializa os malefícios dos agrotóxicos que atingem tanto agricultores quanto moradores da cidade que consomem alimentos contaminados”, disse o vereador.

Segundo ele, entre as justificativas do PL estão problemas como intoxicações agudas e crônicas; má formação fetal e distúrbios endócrinos, neurológicos e respiratórios gerados pela manipulação, aplicação e consumo de agrotóxicos.

por Alan Tygel, do boletim do MST RJ | 26/10 a 8/11

 

O comitê RJ da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida aproveitou o dia mundial da alimentação (16/10) para realizar o seu terceiro encontro de formação. Desta vez, o assunto foram as doenças causadas pelos agrotóxicos. Na parte da manhã foram abordados aspectos laterais às doenças, como classificação toxicológica, medidas e sistemas de notificação. Após o almoço, discutiu-se as doenças em si, com a apresentação do estudo da pesquisadora Silvana Rubatto (ENSP/Fiocruz) sobre o assunto.

 

Maria Mello

A Seção Sindical Embrapa Amazonas lançou, na última sexta-feira (16/9), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida no estado. A atividade aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa do Amazonas, em Manaus, e contou com a presença da Diretora Nacional de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do SINPAF, Mirane Costa, além do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, deputado Luiz Castro (PPS), e de representantes de cerca de 40 entidades parceiras do sindicato na composição da Campanha.

O lançamento teve início com a exibição do filme “O Veneno está na mesa”, do cineasta Silvio Tendler, que denuncia os malefícios dos agrotóxicos e mostra a viabilidade da produção de alimentos saudáveis por meio da agroecologia.

O brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano através de alimentos produzidos com o auxílio de agrotóxicos

Manaus, 15 de Setembro de 2011
WALLACE ABREU

 

Na manhã desta sexta-feira (16), será lançado no Amazonas a campanha “Contra os agrotóxicos e pela vida” a partir das 8h no Auditório Senador João Bosco – Assembleia Legislativa do Amazonas, na capital do estado.

Preocupados com os prejuízos causados pelos agrotóxicos na saúde da população do Amazonas e no meio ambiente, o Sindicato dos trabalhadores da Pesquisa Agropecuária (SINPAF) em conjunto com parceiros dos movimentos sociais e instituições públicas realizará o evento em prol da conscientização contra o uso de agrotóxicos.

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