Campanha

Nós, dirigentes de 21 organizações, provenientes de 15 países, membros da CLOC – Via Campesina, reunidos em San Salvador – El Salvador, para dar continuidade ao processo de construção de nosso VI Congresso que se realizará em Buenos Aires – Argentina, entre os dias 10 e 17 de abril de 2015, vimos manifestar nossa solidariedade ao Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, que nos últimos dias tem sido vitima de uma ofensiva judicial por parte da transnacional Monsanto.

 Tal empresa representa ao interesses do capital no campo através do agronegócio que vem contaminando a terra, a água, destruindo a biodiversidade, impondo as sementes transgênicas e agrotóxicos, e expulsando milhões de camponeses e povos originários dos seus territórios ancestrais.

 Esta empresa em vários estados do Brasil entrou com ações judiciais contra companheir@s do MPA, acusando-lhes de preparar ações de “invasão” al patrimônio da empresa, entre outras acusações. Estes processos judiciais contra estes companheiros representam em parte uma parte das injustiças cometidas pela Monsanto nos países onde atua, bem como o processo de criminalização das lutas populares.

Assim, reafirmamos enquanto CLOC-Via Campesina que a Monsanto representa um projeto de morte e um perigo para a soberania alimentar dos nossos países, enquanto o MPA e a Via Campesina do Brasil representam o projeto de produção de alimentos saudáveis em convívio com a biodiversidade, o que se consolida na Agroecologia como proposta política e produtiva para o mundo, em outras palavras, representam a construção da soberania alimentar e portanto merecem todo o apoio e solidariedade de nossas organizações e países.

CONTRA O SAQUEO DO CAPITAL E DO IMPERIO, AMÉRICA LUTA!

PELA TERRA E ASOBERANÍA DE NOSSOS POVOS, AMÉRICA LUCHA!

Na próxima segunda-feira (04/08), em Recife, será lançado no Cinema São Luiz o filme “O veneno está na mesa 2”, do diretor Silvio Tendler. A sessão será às 19 horas, com entrada franca.

Após a exibição haverá um debate sobre os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente e na saúde. O lançamento é um realização da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos de Pernambuco e da Mostra Ambiental do Recife (MARE).

No primeiro filme, O Veneno Está na Mesa 1, Tendler fez uma pesquisa intensiva por todo o país para demonstrar os danos que o atual modelo de agricultura causa na saúde não só de consumidores, mas dos agricultores envolvidos no processo de produção de alimentos, que ficam constantemente expostos aos insumos químicos e agrotóxicos usados nos plantios. 

Por Maura Silva
Da Página do MST

Cerca de 100 jovens da Via Campesina presentes no Acampamento Estadual da Juventude, em Rondônia, realizaram um ato pela Reforma Política e escracharam a Casa da Lavoura, mercado que vende agrotóxicos, na manhã desta quarta-feira (10).

Músicas, faixas e panfletos foram algumas das ferramentas utilizadas pela juventude, que se dividiram em três frentes e ocuparam todos os espaços da cidade para denunciar os limites do atual sistema político, a precariedade da educação no campo e apontar os males causados pelos venenos agrícolas. 

O Movimento dos Pequenos Agricultores divulga uma cartilha elaborada pelo militante Cléber Folgado que pretende ser um instrumento de formação sobre agrotóxicos em várias dimensões. A cartilha aborda desde o histórico de uso de agrotóxicos no Brasil, o modelo do agronegócio e a questão dos agrotóxicos como calcanhar de aquiles deste modelo. 

Assim, a Cartilha aprofunda faces dos problemas causados pelos agrotóxicos na saúde, meio-ambiente, na economia, além dos graves problemas sociais que englobam todos os outros. Também é discutido o papel da ciência na luta contra os venenos. O documento traz ainda algumas informações sobre as empresas de agrotóxicos, transgênicos e sementes, além de detalhar o sistema de registro de agrotóxicos no Brasil.

O texto levanta a questão dos agrotóxicos enquanto agentes de uma violação sistêmica de direitos humanos em vários aspectos, coloca a Campanha Contra os Agrotóxicos como uma ferramenta a mais nesta luta.

Baixe a cartilha aqui.

Entre os dias 25 a 28 de junho acontece na cidade de Goiás o I SEMINÁRIO NACIONAL: AGROTÓXICOS, IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS E DIREITOS HUMANOS e o III Seminário Goiano da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O evento ocorre na Universidade Estadual de Goiás/Campus de Goiás.

Confira a programação:

26/06/2014 (Quinta-Feira)
9:00 às 17:00 horas: Espaços de Diálogo (ED)
ED 1: Agronegócio e Agrotóxicos: entre o Marco Legal e os Direitos Humanos
ED 2: Agrotóxicos e Impactos Socioambientais
ED 3: Soberania Alimentar, Saúde e Agrotóxicos
ED 4: Agroecologia, Educação do Campo e Resistência Popular aos Agrotóxicos
19:00 às 22:00 horas: Mesa Redonda – Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Saúde
Prof. Dr. Wanderlei Antônio Pignati (UFMT)
Prof. Dr. José Maria Gusman Ferraz (UFSCAR)
Representante do Ministério da Saúde (ANVISA)
Representante do Ministério Meio Ambiente (MMA)
Luiz Zarref (Via Campesina) (a confirmar)

No dia 25 de junho, será realizado em Cascavel o Seminário Agrotóxicos, Saúde e Ambiente. A atividade ocorre na Unioeste, e tem apoio do governo do estado e do INCA. A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos participa com a exibição do filme O Veneno está na Mesa 2, e realiza um debate ao final do dia indicando as principais ações na luta contra os venenos.

por Natália Almeida, da Campanha Contra os Agrotóxicos - Foto: Leandro Taques

A partir dessa quarta-feira (04/06), às 10h, até sábado (07/06), a Escola Milton Santos (EMS), em Maringá, região noroeste do Paraná, receberá os participantes da 13ª Jornada de Agroecologia. O evento, realizado por mais de dez organizações e movimentos sociais do campo e da cidade que compõem a Via Campesina, reunirá aproximadamente 2500 camponeses e camponesas, professores, pesquisadores e estudantes para debater a Agroecologia.

Com o objetivo de consolidar um Projeto Popular e Soberano para a Agricultura, criando também um espaço para mobilização, estudo e troca de experiências, a Jornada terá esse ano duas grandes conferências, uma marcha, 45 oficinas, seis seminários, feira da Reforma Agrária, noite de integração e cultura camponesa, partilha das sementes, ato político.

No primeiro dia da Jornada, além da abertura e do debate sobre "O Projeto do Capital para a Agricultura" realizado por Darci Frigo, da Terra de Direitos, o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa II”, do diretor Sílvio Tendler, reuniu todos os participantes do evento. Cerca de 2 mil pessoas, camponeses de todo o Brasil, assistiram ao filme e, de pé, tendo uma cópia do filme em mãos (produzida pela organização do evento para cada participante), reforçaram seus compromissos na luta contra os agrotóxicos, na realização das exibições do filme e na animação dos comitês locais da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

O documentário foi apresentado na tarde de quarta-feira (04/06), às 16h30, e contou também com a participação de Alfredo Benatto, representante da Secretaria de Saúde do Paraná (SESA- PR). Para Alfredo "Todos nós aqui, já somos especialistas. Já sabemos há anos que o veneno mata. Temos que desvencilhar a agricultura do veneno. Temos que dizer para a sociedade que produzir comida não tem nenhuma relação com o uso de veneno", reforça Benatto.

A Jornada de Agroecologia vai até o dia 07 de junho. Acompanhe: http://jornadaagroecologia.com.br/

Em debate com o Engenheiro Agrônomo Gabriel Sollero, diretoria do Sindicato, militantes e sindicalistas do ABC analisaram impactos dos agrotóxicos aos trabalhadores e ao meio-ambiente

O Sindicato promoveu em 12/5 debate com Gabriel Sollero, engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP) e membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. O encontro analisou o uso de agrotóxicos no Brasil e suas conseqüências para o modelo agrícola, afetando os trabalhadores do campo, os consumidores e o meio-ambiente.

Como lembrado na abertura do debate por Paulo Lage, presidente do Sindicato, “os Químicos do ABC tem histórica e pioneira atuação de luta pela melhoria das condições de trabalho na indústria química. Fizemos em agosto de 1984 a primeira greve no Brasil por melhores condições de trabalho, na empresa Ferro Enamel, por conta da contaminação com chumbo. Desde esse movimento vitorioso, dezenas de outras lutas se seguiram e essa campanha contra os agrotóxicos faz parte desta trajetória”.

 

Nesse sentido, no XI Congresso da categoria, realizado em março de 2013, e que teve por tema o desenvolvimento sustentável, as delegadas e os delegados aprovaram moção em que manifestaram total apoio à Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo (FETQUIM) em sua decisão de participar da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida. Diz a moção: “Mais uma vez, a FETQUIM oferece à sociedade e ao Movimento Sindical em particular, exemplo de ousadia e compromisso efetivo com o desenvolvimento sustentável, baseado em condições saudáveis de trabalho e alimentação”.

Em sua apresentação, Sollero informou que o Brasil é o campeão mundial na utilização de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são despejados anualmente em nosso país. São cerca de 853 milhões de litros ao ano: 4,5 litros por brasileiro.

Segundo Sollero, “não detemos apenas o recorde quantitativo, mas vivemos o drama de autorizarmos o uso das substâncias mais perigosas, já proibidas na maior parte do mundo por causarem danos sociais, econômicos e ambientais”.

Apenas seis empresas concentram 75% do mercado mundial produtor de agrotóxicos. Todas são transnacionais: Syngenta (com matriz na Suíça); Bayer e Basf (Alemanha); Monsanto, Dow e Dupont (Estados Unidos). Para Sollero “o enorme poder destas transnacionais permite que o setor consiga garantir a autorização desses produtos danosos nos países menos desenvolvidos, mesmo que já tenham sido proibidos em seus países de origem. Isso é facilitado no Brasil pela existência da poderosa bancada ruralista no Congresso Nacional”.

Para o agrônomo, “é falsa a idéia de que a produção de alimentos baseada no uso de agrotóxicos é mais barata. Ao contrário, os custos sociais e ambientais são incalculáveis. Somente em tratamentos de saúde há estimativas de que, para cada Real gasto com aquisição de pesticidas, o poder público terá que gastar R$ 1,28 para os cuidados médicos necessários”. Além disso, “está comprovado, em várias regiões do mundo, que não há estabilidade no uso de pesticidas, pois geram pragas cada vez mais resistentes, forçando ao uso de produtos cada vez mais tóxicos”.

Sollero explicou que o modelo do agronegócio, baseado em grandes propriedades e utilização de agrotóxicos, não resolveu e nem irá resolver a questão da fome mundial. “Esse sistema se perpetua com a expansão das fronteiras de cultivo, já que ignora a importância essencial da biodiversidade para o equilíbrio do solo e do clima, fazendo com que as áreas utilizadas se degradem ao longo do tempo. Ele cresce enquanto há novas áreas a serem incorporadas, aumentando a destruição ambiental e o êxodo rural. Não há meio termo nesse setor. É impossível garantir a qualidade, a segurança e o volume da produção de alimentos dentro desse modelo degradante”.

E foi justamente para fomentar esse debate e exigir medidas concretas por parte do poder público que foi criada, em abril de 2011, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Dela participam cerca de 50 organizações sociais, como a Via Campesina, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a já mencionada FETQUIM.

A campanha visa à conquista da verdadeira soberania alimentar, para que o Brasil deixe de ser um mero exportador de commodities (com geração de grandes lucros para uma minoria e imensos danos à população), para se tornar um território em que a produção de alimentos seja realizada com dignidade social de forma saudável.

A campanha propõe duas ações prioritárias:

- Proibição de pulverização aérea de agrotóxicos (15% da área agrícola no Brasil e 30% do volume de agrotóxico utilizado é por meio de pulverização aérea, sobretudo nas monoculturas de soja, algodão e arroz). Cerca de 32% dos agrotóxicos ficam de fato retidos nas plantas. O resto vai para o solo e se espalha pelo vento, afetando a comunidade do entorno de plantações.

- Banimento no Brasil dos agrotóxicos já banidos em dezenas de países do mundo. Entre estes, estão os seguintes princípios ativos: Tricolfon, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. É fundamental a categoria química estar atenta em relação a estes produtos químicos.

Para Sollero, é preciso buscar solução na transição agroecológica, ou seja, “na gradual e crescente mudança do sistema atual para um novo modelo baseado no cultivo orgânico, mantendo o equilíbrio do solo e a biodiversidade, e redistribuindo a terra em propriedades menores. Isso facilita a rotatividade e o consórcio de culturas, o combate natural às pragas e o resgate das relações entre os seres humanos e a natureza, valorizando o clima e as espécies locais.

Existem muitas experiências bem-sucedidas, em nosso país e em todo o mundo, que comprovam a viabilidade desse novo modelo. Até em assentamentos da reforma agrária há exemplos de como promover a qualidade de vida, a justiça social e o desenvolvimento sustentável”.

Para saber mais, confira o site da campanha na internet: www.contraosagrotoxicos.org

Para assistir “O veneno está na mesa 2”, documentário de Silvio Tendler sobre o problema dos agrotóxicos no Brasil, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=fyvoKljtvG4

da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Exibição em Novo Hamburgo (RS)

Lançado no dia 16 de abril, no Rio de Janeiro, o filme O Veneno está na Mesa 2 segue em exibições pelo Brasil e pelo mundo. Realizado pelo diretor Sílvio Tendler, o filme foi feito em parceria com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e tem como princípio ser um filme livre: pode e deve ser reproduzido e exibido por quem desejar, assim como ocorreu com o primeiro Veneno Está na Mesa.

Do Rio de Janeiro, o filme seguiu para Brasília (DF), onde foi exibido no Museu Nacional para um grande público. De lá, foi para Cuiabá (MT), e passou ainda por Coimbra. Lá houve uma exibição no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, durante a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. Na mesma jornada, houve exibições na região metropolitana do RJ.

No início de maio, foi a vez do Rio Grande do Sul assistir ao Veneno está na Mesa 2. Foi realizada uma sessão em São Leopoldo, durante o Seminário Alimento e Nutrição, promovido pela Unisinos. O evento contou com a presença de Dom Mauro Morelli. Em seguida, Novo Hamburgo organizou duas exibições: uma no centro (foto), em conjunto com a Cáritas, Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet e o Coletivo Educador Ambiental, e outra na zona rural, em Lomba Grande. Neste evento, realizado em parceria com a Casa da Lomba, a abertura foi feita pelo coral juvenil "Cantalomba", e ao fim foi feita uma partilha de alimentos agroecológicos trazidos pelos participantes.

O filme segue agora com lançamentos previstos em Porto Alegre (22 de maio), Salvador, Belém, entre vários outros. Está prevista também uma sessão durante o III Encontro Nacional de Agroecologia, em Juazeiro, de 16 a 19 de maio. Através da Campanha, o filme segue cumprindo o que o próprio Silvio Tendler recomenda: "Nós partimos da premissa que nós não vendemos ingresso, a gente faz filme pra ser visto."

Baixe a imagem para gravar um DVD em alta qualidade do filme

Baixe a arte da capa e bolacha para impressão

O lançamento do filme O Veneno Está na Mesa 2 em Brasília encheu o auditório do Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios, com militantes, ativistas e estudantes.  O documentário, de 70 minutos, desconstrói o mito de que não há alternativas ao uso de agrotóxicos e apresenta experiências concretas de produção agroecológica e de comercialização dos alimentos. Mostra também como os trabalhadores do campo são impactados pela aplicação dos venenos. Dirigido por Silvio Tendler, ele é parte da Campanha Permanente contra os agrotóxicos e pela vida, que tem conseguido colocar o tema em pauta na sociedade brasileira.

No debate após a exibição do documentário, Cleber Folgado, do Movimento dos Pequenos Agricultores e da coordenação da campanha, lembrou que a campanha começou em 2011, mas que a resistência aos agrotóxicos é muito anterior. Tem origem na reação à revolução vede, pós segunda guerra mundial, e se desenvolve na ação dos movimentos do campo nos últimos anos. Além de trazer o tema dos venenos e de seus impactos para a saúde dos trabalhadores do campo, a campanha tem três prioridades: proibição da pulverização aérea, banimento do uso de substâncias já banidas em outros países por comprovado prejuízo à saúde humana e o fim dos incentivos fiscais à produção de agrotóxicos.

Antes do início do lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, foi lida uma carta em homenagem às 5000 famílias violentamente despejadas pela Polícia Militar, pela empresa Oi, e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Até o momento, nenhuma solução foi oferecida às famílias.

Veja a íntegra da carta lida no Teatro Casa Grande:

"Dedicamos esta sessão a todas as trabalhadoras e trabalhadores Sem Teto que até agora ocupam as redondezas da prefeitura e insistem em não abrir mão de seu direito à moradia. Depois de 11 dias acampados num terreno há 15 anos vazio, 5000 pessoas foram massacradas pela polícia carioca no dia 11 de abril. Nunca a tríade "tiro, porrada e bomba" fez tanto sentido para estas pessoas que foram espancadas, intoxicadas, alvejadas, e sobretudo humilhadas na manhã da última sexta-feira.

Assim como nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, responsabilizamos as empresas do agronegócio pela tragédia na saúde pública causada pelos venenos, reconhecemos no massacre de 11 de abril a mão suja do capital. A empresa Oi, concessionária do terreno, que não cumpriu com a função social da terra, e ordenou o despejo das 5000 pessoas no Engenho Novo, tem responsabilidade junto com a prefeitura do Rio de Janeiro nesta tragédia.

Junto à alegria de estarmos lançando o filme neste teatro, manifestamos nosso luto a mais uma injustiça cometida em nome do capital. Esta casa, o Teatro Casa Grande, palco de lutas e resistências durante a ditadura, em favor da democracia e da cultura, nos lembra de nosso dever, como parte dos movimentos sociais, de ocupar todos os espaços possíveis para promover neles o debate e a ação integrada em busca de uma sociedade justa, saudável e solidária.

Por isso, reivindicamos que a área do antigo almoxarifado da Telerj seja destinada à moradia das famílias.

Nossa luta é contra os agrotóxicos, mas sobretudo pela vida digna, saudável e soberana. Todo apoio à luta dos Sem Teto!"